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21 de novembro de 2010

Análise Semiótica

Filed under: Sem categoria — gabrielafreitas1991 @ 16:53

Peirce – filósofo e cientísta, inovador no campo de estudo dos signos – dividiu a semiótica, também chamada, por ele, de “lógica”, em três grandes ramos:

  • a gramática especulativa – estudo de todos os tipos de signos e formas de pensamento que eles possibilitam, trabalhando com conceitos abstrados.
  • a lógica crítica – estuda os tipos de inferências, raciocínios ou argumentos que se estruturam através de signos, tendo como base suas diversas espécies.
  • a metodêutica ou retória especulativa – analisa os métodos a que cada um dos tipos de raciocínio dá origem, tendo como base a validade e força pertencentes à cada tipo de argumento, ou seja, ela estuda como a pesquisa científica deve ser conduzida e como deve ser comunicada.

A gramática especulativa fornece definições e classificações que servem de base para a análise de todos os tipos de signos.

Os signos podem ser analisados de três formas. Apesar de todos elas estarem presentes, uma sempre se destaca em relação às outras:

  • os signos em si mesmos – seus aspectos qualitativos, como as cores, linhas, formas, volume, dinâmica, movimento e etc.
  • as referências dos signos – a referência que o signo faz a algo que está fora da mensagem em si, seja por uma poder de sugestão que está subjetivamente contido nos aspectos sensórios, por uma ligação direta a algo no mundo sem a criação de ambiguidades ou por sua capacidade de representar idéias abstratas, convencionais e/ou culturais. Cada um desses “níveis” estão associados ao ícones, índices e símbolos, respectivamente.
  • a interpretação das mensagens – efeitos causados pelo signo no leitor, ou seja, sua interpretação pessoal, podendo ser emocional, por ação-e-reação ou por lógica.

Minha análise:

Dragon Age: Origins é um game de RPG desenvolvido pela BioWare Edmonton e descrito por eles como sendo um  “conto épico de violência, luxúria e traição”.

A imagem do dragão vermelho em diagonal dá a sensação de movimento. Por estar indo de cima para baixo, simulando um ataque, ele já indica a violência do jogo, sensação reforçada pelos respingos e borrões de tinta/sangue.

No corpo e asas do dragão, aparece uma das personagens do jogo, uma maga que ajuda seu avatar em algumas tarefas. Assim, a capa cumpre a função de apresentar o mundo em que o jogador irá entrar: uma terra cheia de magia e misticismo, com guerreiros e mortes, em um cenário tipicamente medieval. Dos modos de interpretação citados acima, essa se encaixa na “interpretação das mensagens”, pois o fato do mundo só aparecer na parte da capa que o dragão “rasgou” é uma metáfora – ao rasgar, ele mostra o que há dentro do jogo.

Mesmo assim, há predominância de “a mensagem em si mesmo”, pois é justamente o contraste entre a cor forte do vermelho do dragão e o fundo branco que chamam a atenção do consumidor. Essa dualidade marcante entre a cor vermelha, quente e forte, e o branco dão à capa um caráter qualitativo e icônico.

Fonte: SANTAELLA, Lucia. Semiótica Aplicada. São Paulo: Thomson, 2002.

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