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15 de fevereiro de 2010

MYST: O Marco na História dos Games

Filed under: Sem categoria — gabrielafreitas1991 @ 1:34

                     MYST I, feito em 1988/1989, é um jogo no estilo ” ‘Point & Click’ Adventure “ – o qual consiste em: o jogador movimenta a personagem clicando nos locais onde deseja ir e interage com os objetos pelo mesmo modo – assim como Full Throttle e The Dig (ambos lançados em 95). Uma diferença é que o jogo é em 1ª pessoa (a personagem seria a “câmera”, ou seja, o jogador). Ele foi desenvolvido para o MAC, mas recebeu uma versão para o Microsoft logo, afinal, foi um jogo muito popular na década de 90, devido a: inovação no estilo; sua estória MUITO BEM elaborada; e a avançada qualidade gráfica que possuia para a época (3D). Foi tão bem sucedido que inspirou diversos jogos, que são conhecidos como “clones” do MYST, como ‘Schizm’, ‘Alida’ e ‘Mystery of the Nautilus’, além de ter tido uma série de continuações: Real MYST, MYST II Riven, MYST III Exile, MYST IV Revelation (o mais popular entre os jogadores assíduos, pelo que percebi na comunidade da série no Orkut), MYST V End of Ages, Uru Ages Beyond MYST, Uru to D’ni e Uru The Path of the Shell. Lendo sobre o assunto na internet, vi que a série MYST, a grosso modo, mostra a trajetória de uma família – pertencente a uma civilização antiga, os D’ni – em que alguns de seus membros eram capazes de criar mundos (chamados de ERAS) através de livros, os quais são responsáveis pela sua viagem nessas eras, onde acontece a estória. Uma coisa muito interessante é que, nesse jogo, foi criado toda uma civilização que possui seu próprio alfabeto, escala de tempo, datas comemorativas e feriados – enfim, toda uma nova cultura foi criada.

                    Eu fiz o download do jogo “Real MYST – The Adventure Becomes Real” (download aqui), um remake do MYST I, já que não conseguia jogar esse último no meu computador, mesmo usando “PowerISO”.

                    Primeiramente, eu estava muito ansiosa para jogá-lo, afinal, como já foi dito, esse jogo é um marco na História dos games… Logo que acabou a introdução, muito bem feita, por sinal, eu me perdi. Sério, depois da introdução, abre-se um livro com uma imagem de uma ilha e nada mais; nem uma palavra, nem uma letra; e você – supostamente – cai nessa ilha, sendo transportado pelo livro: mas não há nenhuma indicação disso! Ok, isso pode ser apenas eu sendo chata, mas, se eu não tivesse lido tudo sobre a estória do jogo antes de me aventurar a jogá-lo, com certeza eu teria ficado me perguntando o que estava acontecendo: situação nada legal. Após isso, eu andei por todos os lugares e cômodos, mechendo em todas as alavancas e apertando todos os botões que achei, mas nada acontecia… Fiquei preocupada achando que tivesse baixado o jogo errado ou que tivesse que procurar outro pc que pudesse rodar o jogo “apropriadamente”… Então resolvi procurar por um tutorial no youtube e, para a minha surpresa, o jogo realmente começava assim: sem explicações, sem instruções. Aparentemente, você deve andar procurando por um bilhete, o qual não está à vista até você saber que ele existe (peculiar: eu passei diversar vezes por lá sem notá-lo; quando assisti ao vídeo e voltei a jogar, me achei muito cega por não te-lo visto antes…), e ele te dá instruções do que fazer em seguida: entrar numa porta subterrânea, ir até um painel que só se abre por um botão quase imperceptível e colocar um nº específico. Aleatório? Sim! Enfim, o jogo continua… Após colocar o nº X, o qual eu não vou dizer para não estragar o “prazer” de descobri-lo (isso mesmo, não é dito qual nº pôr e só funciona com esse nºX – acredite; eu tentei com outros), você deve achar a biblioteca (o que é fácil: apenas vá no lugar mais escondido, em que ninguém conseguiria entrar) e encontre… nada! Ah, então é assim: os livros super secretos e perigosos estão expostos em uma sala para quem quiser pegar enquanto o bilhete essencial para desencadear todas as suas futuras ações no jogo está fora da vista humana!

                   Eu não estou negando que seja um ótimo jogo e nem quero diminuir sua importância – longe disso -, mas devo falar que foi um dos jogos mais difícieis que já joguei (incluindo o RPG “Baldur’s Gate II”!!!), o que me impediu de apreciá-lo. Mesmo tentando me colocar como alguém da época em que foi lançado, nas mesmas circunstâncias (com o computador pessoal tendo uma interface que torna desnecessário o uso de comandos sendo lançado pouco tempo antes do jogo), ele me deixou MUITO frustrada…: no começo. Aos poucos, o jogo vai melhorando. Surpreendentemente, após um começo estressante, ele se torna divertido e a dificuldade se torna um desafio muito gostoso! O soundtrack é muito bom, assim como os gráficos, e é fácil de se mover pelo cenário (apenas clique e mova o mouse). Uma particularidade que eu apreciei no jogo é que o espaço não serve apenas como algo secundário, como na maioria dos outros jogos, apenas para você andar e achar coisas que aumentem sua vida… não; ele FAZ a estória.

                    Independente de qualquer conclusão já feita sobre o jogo, para quem gosta de games, ou mesmo só os de “Point and click adventure”, é essencial jogá-lo: mais por respeito ao jogo, por ter sido tão inovador, do que por diversão, o que você acaba tendo. Se você quiser saber detalhes sobre a série de jogos MYST, entre no site “Grande Caverna D’ni” – lá tem tudo da série…: tudo mesmo!

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